domingo, 25 de dezembro de 2011
Quando, sem querer, fiquei transparente
terça-feira, 5 de julho de 2011
I'm so sorry
Eu tenho uma sensação, desde a primeira gafe, desde a primeira vez que te olhei com aquela típica cara de boba, desde a primeira carona, desde o primeiro choro, de que preciso desesperadamente te pedir desculpas. Não sei, eu apenas fico pensando em esbarrar com você no shopping e sair dizendo desculpa, desculpa, desculpa… Tem algo em mim que exige isso. Mas ai está, isso seria outra coisa ridícula da qual eu teria vontade de me desculpar…
Encontrei esse texto da Stella Florence que tem trechos de tudo que eu queria dizer. Tomei a liberdade de fazer uma “colagem” aqui desses trechos. No texto original - Uma Carta de Desamor, a história termina de um jeito diferente, mas aqui eu só quero pedir desculpas mesmo.
“Me desculpe por ter escrito. Me desculpe por ter ligado. Me desculpe por ter dito sim. Me desculpe por querer entender seu silêncio. Me desculpe por eu ter voz.
Me desculpe por desejar. Me desculpe pelo que foi ruim. Me desculpe pelo atrevimento de supor que eu merecia o que de bom aconteceu.
Me desculpe por eu ter escrito coisas lindas para você.
Me desculpe por, em algum momento, eu ter te amado.
Me desculpe pelos
seus(meus) erros de português.Mas, sobretudo, me desculpe por pedir essas ridículas, inúteis e dolorosas desculpas.”
domingo, 22 de maio de 2011
Aquela História
Estranho é vir aqui escrever depois que tudo já passou. Estranho eu fazer disso tudo algo tão grande e cheio de significados. Mentira, eu sempre faço isso. E dentro da minha confusão inteira você é uma das maiores perguntas. Por que você com todo o seu jeito oposto ao meu, com toda a sua irregularidade irritante? Você foi a vontade secreta da minha juventude, tão secreta que nem eu sabia direito. Eu só queria. Seu abraço, seu telefonema, suas brincadeiras, sua presença. O tempo todo.
Você disse que meus olhos eram lindos ao sol. As pessoas nunca reparam como a cor dos meus olhos muda ao Sol, elas nunca percebem ou nunca falam. Você falou e eu não esqueci, você já esqueceu, provavelmente. Certamente. E naquele outro dia, tão especial, se você não aparecesse, realmente não teria festa.
Quando você voltou, ou eu voltei, só conseguia me lembrar do quanto éramos felizes sem saber comendo num carrinho de cachorro-quente em frente ao colégio. Mas dessa vez eu já sabia que tudo que existia entre nós, não era só o que já havíamos feito.
E deixei você me beijar, e beijei você, e te ouvi falar, e não soube o que dizer. Falei demais, tive medo, fugi. E voltei pra te beijar de novo, aí comecei entender. Mas enquanto isso tudo acontecia você estava tão distante, dentro demais de você pra olhar pra dentro de mim. O espaço que a gente dividia era tão certo debaixo do edredom, era a forma incrível como tudo e toda parte de nós se encaixava. Eu sempre te deixei ir tão longe, mas tudo acabava tão banal e definitivo. Fui embora. E voltei pra te beijar. De novo. Aí não entendi mais nada. Não entendi nem de onde tinha tirado as expectativas e nem porquê sempre acabava voltando. Decidi não voltar mais. Não é impossível, porque não deu tempo de ser amor, mas é difícil porque nunca deixou de ser bom, porque eu encontrei algo que eu precisava e que tinha sem ter ao mesmo tempo.
_________________♥_________________
Esse é um tipo de história que não termina. Daí ficamos a perguntar coisas do tipo: O que passou pela cabeça da pessoa enquanto eu vivia sozinha o encanto todo? Por que não tentava entender como eu tentei? Eu estava no carro e uma música traduziu isso tudo, sabe aquilo que de repente te conforta? Me deu vontade de vir aqui e escrever, não por que tenha sido triste, sabe aquelas coisas que simplesmente são, dispensam adjetivos? Mas por algum motivo aquela letra me fez entender... “Talvez você seja feliz sem saber.”
O que você quer? / O que você sabe? / Não é fácil prá mim / Meu fogo também me arde / Às vezes / Me vejo tão triste.../ Onde você vai? / Não é tão simples assim / Porque às vezes / Meu coração não responde / Só se esconde e dói... / Por favor não vá ainda / Espera anoitecer /A noite é linda / Me espera adormecer / Não vá ainda / Não, não vá ainda... / Me diga como você pode / Viver indo embora / Sem se despedaçar / Por favor me diga agora / Ou será! / Que você nem quer perceber? / Talvez você / Seja feliz sem saber...
Christian Oyens / Zélia Duncan
quarta-feira, 16 de março de 2011
O que elas querem na verdade?
Por mais que, ao longo do tempo a evolução da importância da figura feminina, seja no lar, no trabalho ou na sociedade, venha crescendo vertiginosamente existem valores, quiçá intuitivos, que não nos abandonaram e aparentemente não nos abandonarão. É certo afirmar que no quesito paquera as mulheres estão muito mais seguras e dando muito mais abertura no lugar de ficar apenas esperando a boa vontade do cavalheiro. Porém discordo de que a iniciativa esteja deixando de ser totalmente masculina. Grande parte dessa teoria de que, hoje, homens e mulheres têm posições equivalentes na hora da paquera, surge em consequência da Night, bares e baladas onde o objetivo é olhar, escolher alguém, dar bola e “pegar”, mais de uma por noite, por hora, enfim. Nessas circunstâncias acredito que há mesmo quase uma equivalência no quesito “quem toma a iniciativa”, mas falando de interesse, de sentimento, de empatia, a coisa é bem diferente.
Uma coisa é se interessar por um cara alto, bonito e charmoso numa balada, mostrar interesse e ficar com ele. Outra é encontrar todos os dias com a mesma pessoa num restaurante, trocar olhares e sorrisos, ou então cruzar alguém no hall do prédio, na piscina, na reunião do condomínio e sentir que existe algo no ar, que não se define muito bem, mas vocês sabem do que estou falando, quem nunca sentiu? Nesses casos a mulher não é quem toma a iniciativa, e nem demonstra interesse logo de cara. Existe uma coisa, estranha, na alma feminina que faz com que ela recue a medida que vai se envolvendo. E, pelo menos as mulheres que sentem e são de veradade, querem mesmo esse cara do restaurante e o do condomínio e não o bonitão da balada. Isso porque estou falando de sentimento, de relacionamento e não de satisfação banal dos prazeres da carne. Isso é o que me preocupa.
Com essa história toda de que homens e mulheres cada vez mais dividem o mesmo papel os relacionamentos estão desaparecendo e, na língua falada, todo mundo pega todo mundo. Cadê o sentimento? Quando a mulher se apaixonar mesmo ela não vai falar, não é ela quem vai pedir o telefone e ligar pra convidar para um jantar. Ela, sendo mais segura, pode até jogar indiretas (que eles dificilmente entendem, mas não custa tentar), mas ser totalmente direta e mandar um “Pode ser ou tá difícil?” é algo raro de acontecer. E os homens, acreditando na teoria de que hoje elas chegam junto, talvez, estão cada vez mais “lentos”. Me canso de ouvir histórias em que eles demoram uma eternidade pra resolver fazer alguma coisa. Até ligam, até vão atrás, mas não são objetivos e diretos. Comodismo? Preguiça? Claro, é bem mais fácil ir pra um barzinho e ficar com uma mulher linda e fácil, mas ligar, convidar para um almoço, fazer uma visita, é complicado para eles. Elas ficam então frustradas, desiludidas, perdem aquela vontade e interesse, acham que o problema está nelas, mas acredito que esteja mesmo em compreender que o mundo muda, os tempos passam, mas as mulheres ainda gostam de ser cortejadas e conquistadas. Ouçam homens, por mais que seja uma mulher linda, bem sucedida e independente não significa que ela não vai te querer, ela apenas é diferente da bonitona fácil da balada.
É isso, chega de procurar por príncipes, homens românticos e sem defeitos, que mandam flores e chocolates, que gostam de vinho, ficam lindos de cabelinho penteado e gravata e jamais estão de mau humor. Esses não existem, elas sabem. O que querem são homens com atitude, homens que não esperam, que fazem acontecer, que conquistam, escutam, ligam e agradecem por terem pensado neles, até por que isso não é nada de extraordinário, é o que foi deixando de existir com o tempo. Isso é estar disposto a se comprometer, não pela vida toda, isso requer tempo e muita entrega, mas se comprometer a passar pra pegar as oito e cumprir a promessa não arranca pedaço de ninguém. E, acreditem, relacionamentos começam assim, requerem determinação, quem foi que inventou que é fácil encontrar alguém?
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Ela IN-teira
Ela esperava, nunca falava, como se observasse a vida e as coisas de modo que sempre aprendia, mas sempre guardava o entendimento dentro de si. Observando ela aprendeu que a essência da vida vem de dentro para fora e que não adiantava esperar como sempre fazia. Era preciso triturar o mundo e as coisas no seu processador interno e jogar tudo para fora, para ai então deixar com que o seu jeito particular de fazer isso pudesse mostrar aos outros quem ela era.
Ela queria alguém que chegasse e a pudesse fazer feliz, mas ninguém podia se ela não gostasse de ser como era, entendeu. Saiu em busca de fazer a própria felicidade como quem dá presentes a si mesma, como quem brinca com os brinquedos feitos pelas próprias mãos. Esse era o caminho certo, pois enquanto não soubesse dar-se os presentes certos, enquanto não encontrasse o modo de construir o brinquedo que mais a faria sorrir ninguém no mundo todo poderia fazer isso por ela e ela também não poderia fazê-lo por ninguém. A partir desse dia a menina tornou-se muito mais forte. Pôde encontrar nas pessoas motivos encantadores pelos quais se apaixonar. Não teve medo de se apegar pois era segura. Viu que perder fazia parte de vida assim como a dor particular que cada uma causava e viu também que era necessário deixar-se sofrer. A tristeza tem começo meio e fim, dura um tempo, não se cura de uma vez. Distrair-se só fazia com que ao fim de cada distração o tempo da tristeza partisse do zero de novo e demorasse mais. Não era por conta dos sofrimentos que a felicidade deixaria de existir.
Havia ainda no mundo muitas coisas que a deixavam descontente, mas todos os dias, num exercício milimetricamente controlado, olhava para dentro e encontrava um jeito de não deixar o que a aborrecia afetar de forma negativa suas energias Algumas vezes chegava a conclusão de que se mudasse um conceito, uma percepção, um comportamento dela aquilo a agradaria muito mais sem ter deixado de ser o que sempre foi. Fazia sentido dizer que as coisas mudavam quando ela mudava.
Foi vivendo dessa maneira, um dia depois do outro, uma coisa de cada vez. Sentiu o ar entrar mais leve no peito, sentiu os momentos difíceis com mais controle para poder lutar. Estava pronta para aprender ainda muitas coisas, mas era como se uma das partes já estivesse cumprida. Aquela parte de aprender que não importa quantas pessoas estivessem ao seu lado e nem quantas pessoas a fizessem bem ou mal, o que sentia só ela sabia, só ela entendia e, principalmente, só ela controlava.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Curtos
"A gente vive buscando no passado explicação para as coisas de agora. Ridículo. Como se tudo pudesse ser fundamentado, como se o passado fosse algo a se carregar para sempre e só ele fizesse sentido. Eu quero a liberdade de rever os meus conceitos o tempo todo, de mudar de opinião e inventar novas escolhas, a liberdade de trazer do passado apenas o que aprendi sem mudar o presente por conceitos saturados e teimosias arrastadas pelo tempo."
- 4.1.11
"A diferença talvez não esteja no outro, ela está em nós e em como nos sentimos. Ultimamente as pessoas tem me feito sentir a menina pequena, delicada e indefesa que eu não gosto de ser. Então eu paro pra lembrar que do seu lado eu me sentia tão forte, ousada e segura quanto eu acredito que sou. Não sei se é certo encarar isso como uma resposta ou como algo que indique um caminho, é preciso mergulhar mais fundo para desembaraçar esse fio que une as minhas vontades e os meus medos, mas enquanto isso segura a minha mão, é tudo tão difícil."
-2.1.11
"Era como se até o ar tivesse dificuldade de entrar naquele peito preenchido pela pessoa que, pra ela, era a preferida entre todas as pessoas no mundo."
"Em algum lugar do tempo dançávamos num bar argentino, bebiamos e dávamos risada. Você estava linda, a música de tão forte era parte de nós. E nunca mais saimos dali, como se o tempo tivesse parado para que nos encontrássemos em centenas de outras vidas e ainda assim, ao olhar nos seus olhos, eternamente embreagados, eu ainda pudesse ouvir a música, sentir o cheiro do álcool e a vontade de te beijar."
-23.10.10
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Como é se apaixonar?
Eu preciso de explicação, não tem um tutorial? É assim que a gente reconhece um amor nessa vida? Eu preciso ter certeza, será que um dia a gente tem?
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Palavras de presente
domingo, 12 de dezembro de 2010
Anjo Torto
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
A epifania, ou uma das.
Vez ou outra eu ainda quero chorar no meu travesseiro, descansar do mundo durante todo final de semana, porque, afinal, ninguém é perfeito, graças a Deus. A primeira lição que se deve aprender na matéria Ser Feliz é que não se equilibra nada apenas com coisas boas e que faz parte de ser feliz se permitir, hora ou outra, ser embebida pela tristeza.
Na verdade a gente nunca entende tudo de uma vez. Por exemplo, eu estava mesmo achando que não deveria mais contar pra você todas as coisas do meu dia, dos meus sonhos e do meu coração e estava errada. Eu ainda espero te encontrar a cada esquina, conto os passos na esperança de que na próxima curva vou dar de cara com você. Os carros vermelhos ainda me chamam a atenção mesmo que nunca sejam o seu, aquele restaurante nunca mais foi o mesmo, as músicas ainda me fazem lembrar seus olhos. Por incrível que pareça eu insisto em fazer o mesmo caminho todos os dias ainda que você nunca esteja lá. A diferença é que hoje isso não dói nem um pouco. É diferente porque sempre que eu penso em você parece o momento certo, são partes de mim e do meu dia onde volta e meia você aparece e me faz sorrir. Sentir esse amor por você me faz viva, forte, inteira apesar de tudo ou porque tudo foi a coisa só que me fez chegar até aqui. Hoje o seu amor não me impede de amar outras coisas, não me faz querer viver só por ele, mas por causa dele.
Tenho descoberto também que felicidade de mais assusta. Certo, como todas as outras milhares de coisas que me assustam nessa vida, de repente, me encontrar em paz é um tanto apavorante. Da medo que acabe logo, da medo de me perder dentro disso tudo, da medo de achar que estou entendendo o que na verdade é outra coisa totalmente oposta e não saber de mais nada. Porém, pensei meia horinha e vi que isso também faz parte de estar conectada. Ok, mundo, posso estar orgulhosa de mim, e da vida, e desse texto feliz? Posso ligar contar que estou bem, que estou entendendo, não foi você que me pediu tanto pra entender? Posso te dizer que eu te amo, te amo muito, e agradecer por tudo? Quero ser o mendigo que ganhou na loteria, quero sair jogando dinheiro pro alto, moedas de euforia. Quando a gente ta feliz vale até ser meio brega, a gente não se preocupa mais com o resto porque tudo que interessa agora está pulsando dentro de nós. A tristeza é que é caprichosa, cheia de cerimonias, de certos e errados e que costumava dar textos bons, sabe por que? Tristeza nos enche de caraminholas e deixa as palavras darem milhões de voltas tentando fazer um sentido que não tem. Felicidade é fato e não se discute.
terça-feira, 29 de junho de 2010
A sua garagem
No fundo, só no fundo mais fundo de mim, eu queria que você sofresse, muito, eu queria que você se arrependesse de tudo. Mas você não fez nada, você apenas não me amou. Você não merece sofrer e eu não mereço você. Então eu saio com o carro da sua garagem e com o meu coração mole, pulsante e ardente, da sua vida.
Espera, porque você me deixa guardar o carro na sua garagem? Porque o seu porteiro me conhece e para quantos outros porteiros eu vou dar o bom dia mais sincero e gigantesco só por ter passado a melhor noite da minha vida no prédio onde ele trabalha? Você até me deixou dizer que violetas só ficam boas na lavanderia da minha avó e que margaridas combinariam muito mais com o seu apartamento. Eu quase comprei as margaridas. Eu quase amei as violetas, o quadro estranho e a vista pra lugar nenhum da janela do seu banheiro, mas na verdade tudo fazia parte de mar você.
No caminho pra minha casa ainda penso em te ligar para pedir encarecidamente que você nunca mais sorria me olhando assim de lado, demonstrando o quanto você gosta de mim, porque eu abomino esse seu gostar. Abomino que ele me torne idiota o tempo todo e eu abomino que você acredite que gostar seja suficiente. Você promete? Promete que nunca mais vai fazer assim e que a partir de hoje, sem caçoar, você vai me deixar mudar de opinião e amar aquela sua blusa azul que eu tanto odiava. E quero passar a amá-la porque não quero ter que fingir que te odiei diante de todas as blusas azuis que eu ainda encontrar pela frente. Promete que não vai rir de mim?
Deixa pra lá, agora eu só quero ficar sozinha para entender porque eu fui fazer de você a pior besteira de todas e porque isso tudo dói tanto. Eu preciso entender porque é tão difícil aceitar que acabou. Talvez seja porque eu jamais vou conseguir substituir o seu personagem que vive comigo, dentro da minha cabeça, as histórias que um dia eu inventei e nós ainda não vivemos.
domingo, 9 de maio de 2010
Ninguém
Acima de tudo eu sei que sei de todas essas coisas profundamente, não falo porque me disseram, elas sempre estiveram dentro de mim, sei que dói saber muitas delas. Mais do que nunca hoje eu quero ser NINGUEM.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Reflections of a Skyline
E é mais ou menos assim:
Ando pela cidade, pensando,é vazio sem você, mas eu quero o que você quiser. E penso, eu estou me perdendo, mas vou contar o pior de mim, e tentar dar o melhor de mim porque você não merece nada menos que isso.
Responder suas perguntas, quando prefiro não responder e dizer a verdade mesmo que eu não queira, e tentar ser honesto porque eu sei que você prefere. E achar que tudo acabou. Espera, só mais dez minutos antes de me tirar da sua vida, e esquecer quem eu sou, e me deixar chegar mais perto de você e, de alguma forma, de alguma forma, de alguma forma compartilhar um pouco do irresistível, imortal, poderoso, incondicional, envolvente, enriquecedor, agregador, atual, infinito amor que eu tenho por você.
Não deixem de ver também o vídeo aqui. É emocionante, verdadeiro e intenso. É, hoje, o que eu precisava pra falar de mim siplesmente porque diz tudo.
sábado, 23 de janeiro de 2010
Eu apenas preciso saber
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Coca-Cola
Eu odeio coca-cola quente e amor frio. Eu odeio quando quem eu amo não se derrama de amores por mim, quando não tem tempo pra mim, quando me faz ser um cachorrinho implorando carinho pro dono com a bolinha amarela de plástico na boca,ser alguém morrendo de sede atrás da coca-cola, a ultima da geladeira da padaria. E por ela ser a ultima você odeia ainda mais, por ela ser única e você precisar tanto dela você tem vontade de atirá-la na parede.Tantas vezes eu já perdi a capacidade de raciocínio. Tantas vezes eu já menti pra mim e já quebrei a cara, e já me achei uma idiota todas as vezes que corri pra implorar “me ame, merda”. Eu queria sair de mim só pra ver a minha cara de tonta, a minha cara besta de quem disfarça e acha que você não ta percebendo que eu sou um gatinho me esfregando na sua perna enquanto você quer tomar café da manhã em paz. Mas você percebe, qualquer um percebe essa minha cara de tonta. Minha cara de “eu quero a coca-cola, mas não vou pedir”. É como se alguém tivesse que adivinhar, pra eu recusar e depois da insistência aceitar. Mas difícil é aprender que ninguém faz isso.
Coisa terrível no mundo é você não poder escolher quem você ama. Outra pior ainda é achar que ama e descobrir que só sente pena. Pensar no passado dá uma dorzinha no meio da testa, mas pensar no futuro quase esmaga o coração. Eu quero mais emoção na minha vida e a única pessoa que me ensinou o que é emoção está ocupada demais com tudo que não sou eu. Chega a vez do ciúme.Ciúme também é uma coisa chata, você só sente pra sofrer e ele não tem sentido nenhum. Já perdi a conta de quantas vezes lavei o rosto pra tentar espantar esse monstro, mas ele está impregnado e não sai de jeito nenhum. Ciúmes é outra coisa bem parecida com coca-cola. Muito faz mal, pouco da abstinência e tédio.
Mas o que fazer com um copão de leite quando o que você quer é coca-cola? . Coca- cola é como uma grande aventura, tem gás, da cócegas na garganta, mata a sede mais do que qualquer água, suco ou copão de leite. Quando você bebe rápido demais arranha a garganta de um jeito bom, e se você tiver que tomar de vagar também é uma delícia. Serve pra embreagar e pra dar prazer. Eu nunca mais vou dizer que estou esperando a tampa da minha panela, a metade da minha laranja, o pé pro chinelo. O negócio é dizer que estou procurando a minha coca-cola, mas que por enquanto eu só tenho um copo de leite com groselha.
A unica coca-cola da minha vida eu nem pude experimentar. É a coca-cola que eu joguei no ralo porque ainda era criança e achei que todo refrigerante tivesse o mesmo gosto. Hoje quando me deparo com outros refrigerantes por aí entendo que é tudo tão diferente.
Sabe o que eu vou fazer agora? Comprar uma coca-cola só pra mim. Pra esquecer de tudo e afogar todas as coisas nelas mesmas. Eu vou tomar a porcaria da coca-cola e não quero nem saber do leitinho com groselha essa noite. Poxa vida, eu já falei que detesto coca-cola?
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
As Cores do Dia
"Uma foto, uma foto para as cores do dia. Seria sempre bom se a gente, sempre, pudesse fotografar as cores das coisas. A cor dos olhos surpresos em ver, a cor do abraço que já faz parte das duas pessoas, o abraço que já tem a cor de uma e outra, a cor que já misturou. A cor desbotada da expectativa sempre apaga, toda vez apaga. A cor do olhar é cansada e a do ouvido atenta, a cor do sorriso é a mesma da própria pessoa, mas brilha mais, muito mais. O cor-de-rosa é do abandonar as malas e puxar a cadeira, resolver ficar, o azul é da conversa que voa e faz o tempo voar. O marrom das sábias palavras contrastado com o verde que é leve, inocente. Os risos são dourados e ofuscantes, meus e seus, a cor nova do dia faz do presente único e inconcequente e eu percebi que quando se gosta tanto o sentim.ento pode mudar de cor e a cor de hoje eu quero retocar e retocar pra que ela não apague nunca."
sábado, 26 de setembro de 2009
About me.
Por vários motivos tive que abandonar aqui, mas sempre sobrava um peso na conciência. Agora estou de volta em clima de inauguração. Logo vocês poderão voltar a deixar seus comentários, estamos ainda em reforma rs.
Bom, pra começar, resolvi roubar um "About me." do Blog da Gê . Eu não gosto muito dessas coisas, mas achei esse bem legal. Não é nenhum tipo de corrente, vocês não são obrigados a ler até o final, mandar pra 15 pessoas, fechar os olhos, fazer pedidos, apagar a luz, dar três pulinhos, e acredito que a pessoa que você ama não te fará uma surpresa depois disso, enfim... As correntes tem me irritado ultimamente.
LetsGo:
1. Nome Completo? Rita de Cássia Braga.
2. Por que lhe deram esse nome? Porque minha mãe fez uma promessa a Sta. Rita.
3. Você faz pedidos às estrelas? Sempre que vejo alguma nesse terrivel céu poluido de SP.
4. Quando foi a última vez que você chorou? Não lembro.
5. Gosta da sua letra? Não, de nenhuma delas.
6. Pão com o que? Geleia de coiaba :9.
7. Quantos filhos você tem? Nenhum.
8. Como se chamam e quantos anos eles têm? Então... o_O
9. Se você fosse outra pessoa, seria seu amigo!? The best Simplesmente!
10. Você é sarcástico? Você Acha?.
11. Saltaria de bungee-jump? Serve Asa Delta?
12. Desamarra os sapatos antes de tirá-los? Eu não amarro eles.
13 . Acredita que você seja uma pessoa forte? Sim, meu inconsciente é que não vale nada.
14. Seu sorvete favorito? Napolitano, difícil escolher um só ^^
15. Quanto calça? 33/34.
16. Vermelho ou Preto? Preto, básico.
17. O que você menos gosta em você? Minha complexidade e a mania de tornar tudo complexo, ser muitas coisas na teoria e poucas delas na prática...
18. O que mais gosta em você? Quando eu amo, eu amo de verdade!
19. De quem você sente saudades? Tanta gente, tanta coisa....
20. Descreva que roupa e calçado vc esta usando agora: Moletom rosa do mickey, meia calça listrada 'megacolorida' e shorts rosa do pijama por cima ^^(Juro!)
21. Qual foi a ultima coisa que comeu hj? Chocolate com recheio de marshmallow.
23. O que vc esta escutando agora? Carros passando na rua.
24. A última pessoa com quem falou ao telefone? Minha vó.
25. Bebida favorita? Coffee, coffee, coffee...
26. Esporte favorito para ver pela TV? Vôlei.
27. Comida favorita? Uma que engorde muito sem fazer mal... Tem?.
28. Filme de terror ou com final feliz? Algo entre as duas coisas... =/
29. Ultimo filme que viu no cinema e com quem? Era do gelo III, 3D, com a Suellen(saudades *-*)
30. Dia Favorito do ano? Sério q eu vou ter q escolher entre 365 opções? ¬¬'.
31. Inverno ou verão? Primavera.,. Nada de extremidades.
32. Beijos ou abraços? Depende MUITO de quem beija e de quem abraça.
33. Sobremesa favorita? Sorvete.
34. Que livro está lendo? A cabeça de Steve Jobs.
35. O que tem na parede do seu quarto? Pregada nela só uma prateleira, do meu irmão :p
36. O que assistiu ontem a noite na TV? Programa do Jô.
37. Onde foi o lugar mais longe que vc foi?! Dentro de mim.
Isso até que é divertido ^^
Beijooos, até mais!
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Eu sou estranha... Muito estranha.
É bom deixar claro, não sou eu quem diz isso. Me julgam estranha com os olhos, os gestos e as fugas de mim. Não tenho culpa se às vezes eu sonho demais, invento demais e acabo criando uma grande ilusão. Não da pra controlar a vontade que eu tenho ser irreal. Não da pra evitar a mania de criar um mundo só meu por que pra ser irreal é preciso começar do zero, erguer a minha fantasia sozinha e desde o início. Não é por que eu olhei e escolhi você pra fantasiar comigo que você precisa, e o mundo precisa, saber dessa história louca. Eu só quero que quando eu cansar do meu brinquedo, quando eu achar que chega de me esconder no meu castelo, eu tenha alguém pra segurar na minha mão, pra me desejar boa semana, pra me fazer dar risada. Concordo que isso seja egoísta da minha parte, uma hora eu quero ninguém e outra hora eu quero ser o centro de tudo, mas eu sou estranha, lembra? Eu tenho vontade de ouvir o "eu amo você" mais cheio de vida, de intensidade, de loucura, de entrega e ao mesmo tempo tenho medo do que venha depois disso.
Hoje, entre tudo isso, eu sinto a minha bipolaridade latente. Eu quero, não quero. Amo, não amo. Tenho medo e certeza de estar errada, mas tenho coragem de mostrar pra todo mundo o quanto é correta a minha maneira de errar e o quanto é necessária. Talvez quando eu desistir de querer que aceitem a minha estranheza e passe a aceitá-la eu mesma eu me torne um pouco mais normal.
