sexta-feira, 5 de novembro de 2010
A epifania, ou uma das.
Vez ou outra eu ainda quero chorar no meu travesseiro, descansar do mundo durante todo final de semana, porque, afinal, ninguém é perfeito, graças a Deus. A primeira lição que se deve aprender na matéria Ser Feliz é que não se equilibra nada apenas com coisas boas e que faz parte de ser feliz se permitir, hora ou outra, ser embebida pela tristeza.
Na verdade a gente nunca entende tudo de uma vez. Por exemplo, eu estava mesmo achando que não deveria mais contar pra você todas as coisas do meu dia, dos meus sonhos e do meu coração e estava errada. Eu ainda espero te encontrar a cada esquina, conto os passos na esperança de que na próxima curva vou dar de cara com você. Os carros vermelhos ainda me chamam a atenção mesmo que nunca sejam o seu, aquele restaurante nunca mais foi o mesmo, as músicas ainda me fazem lembrar seus olhos. Por incrível que pareça eu insisto em fazer o mesmo caminho todos os dias ainda que você nunca esteja lá. A diferença é que hoje isso não dói nem um pouco. É diferente porque sempre que eu penso em você parece o momento certo, são partes de mim e do meu dia onde volta e meia você aparece e me faz sorrir. Sentir esse amor por você me faz viva, forte, inteira apesar de tudo ou porque tudo foi a coisa só que me fez chegar até aqui. Hoje o seu amor não me impede de amar outras coisas, não me faz querer viver só por ele, mas por causa dele.
Tenho descoberto também que felicidade de mais assusta. Certo, como todas as outras milhares de coisas que me assustam nessa vida, de repente, me encontrar em paz é um tanto apavorante. Da medo que acabe logo, da medo de me perder dentro disso tudo, da medo de achar que estou entendendo o que na verdade é outra coisa totalmente oposta e não saber de mais nada. Porém, pensei meia horinha e vi que isso também faz parte de estar conectada. Ok, mundo, posso estar orgulhosa de mim, e da vida, e desse texto feliz? Posso ligar contar que estou bem, que estou entendendo, não foi você que me pediu tanto pra entender? Posso te dizer que eu te amo, te amo muito, e agradecer por tudo? Quero ser o mendigo que ganhou na loteria, quero sair jogando dinheiro pro alto, moedas de euforia. Quando a gente ta feliz vale até ser meio brega, a gente não se preocupa mais com o resto porque tudo que interessa agora está pulsando dentro de nós. A tristeza é que é caprichosa, cheia de cerimonias, de certos e errados e que costumava dar textos bons, sabe por que? Tristeza nos enche de caraminholas e deixa as palavras darem milhões de voltas tentando fazer um sentido que não tem. Felicidade é fato e não se discute.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Eu sou estranha... Muito estranha.
É bom deixar claro, não sou eu quem diz isso. Me julgam estranha com os olhos, os gestos e as fugas de mim. Não tenho culpa se às vezes eu sonho demais, invento demais e acabo criando uma grande ilusão. Não da pra controlar a vontade que eu tenho ser irreal. Não da pra evitar a mania de criar um mundo só meu por que pra ser irreal é preciso começar do zero, erguer a minha fantasia sozinha e desde o início. Não é por que eu olhei e escolhi você pra fantasiar comigo que você precisa, e o mundo precisa, saber dessa história louca. Eu só quero que quando eu cansar do meu brinquedo, quando eu achar que chega de me esconder no meu castelo, eu tenha alguém pra segurar na minha mão, pra me desejar boa semana, pra me fazer dar risada. Concordo que isso seja egoísta da minha parte, uma hora eu quero ninguém e outra hora eu quero ser o centro de tudo, mas eu sou estranha, lembra? Eu tenho vontade de ouvir o "eu amo você" mais cheio de vida, de intensidade, de loucura, de entrega e ao mesmo tempo tenho medo do que venha depois disso.
Hoje, entre tudo isso, eu sinto a minha bipolaridade latente. Eu quero, não quero. Amo, não amo. Tenho medo e certeza de estar errada, mas tenho coragem de mostrar pra todo mundo o quanto é correta a minha maneira de errar e o quanto é necessária. Talvez quando eu desistir de querer que aceitem a minha estranheza e passe a aceitá-la eu mesma eu me torne um pouco mais normal.
domingo, 7 de junho de 2009
A 18 anos atrás.
No Dia da Liberdade de Imprensa no ano de 1991 nasceu uma bolinha pequena e cor-de-rosa. Eu. E tantas coisas aconteceram de lá para cá. Fui crescendo e me tornando essa menina sensível, as vezes até demais, sonhadora, amante, colorida e cinza também! Eu começo a pensar em tantas coisas que já me aconteceram, em tantas pessoas que já passaram pela minha vida e fica a sensação de que aconteça o que acontecer eu quero ser essa menina brincando no balanço e mostrando a língua pra foto, por que ela sim é a essência do que há em mim.

sábado, 6 de junho de 2009
Pura e crua.
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Eu apenas não aceito
domingo, 22 de fevereiro de 2009
É Carnaval
domingo, 1 de fevereiro de 2009
O Maior de Todos
Isso tem me invadido tantas vezes por dia e talvez a culpa seja toda minha. Pra falar a verdade a culpa é exclusivamente minha. Se eu me ouvisse, me desse um tempo, me desse carinho, me desse descanso eu conseguiria encontrar a saída do labirinto. Agora já é tarde demais, eu resolvi quebrar todas as paredes usando o próprio sentimento desesperado que o labirinto me trás. Eu vou sair botando minhas dores pra fora até explodir tudo, até acabar. É aquela sensação de abrir o peito e arrancar magoa por magoa até ficar seca, sem lágrimas.
Entre todos os medos do mundo o mais inevitável e cruel é o medo da própria coragem. O maior de todos, desses que te sugam o ar. Eu me sinto assim, sem forças pra mover um músculo sequer, perdida entre os pedaços do meu coração depois de ter pisado nele. E eu não mereço consolo, não mereço colo, não mereço nada. No mundo nada é infiel, a gente colhe o que plantou e se eu planto medo não posso colher explicação. Pessoas nascem e morrem, e é absolutamente impossível entender o que se passa entre essas duas palavras.
já tive dias muito melhores ;)
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Tormento
Pois é, hoje eu não tomei o comprimido azul. Eu comecei a achar defeito nas coisas e coisas nos meus defeitos. Minha cabeça ficou tão pesada que eu andava feito uma bêbada por aí. Foi quando eu abri a janela do meu quarto e vi um muro mal pintado. Durante toda minha vida o meu desejo era derrubar aquele muro pra enxergar o mundo todo e no dia que eu deixei a pilulazinha azul descansar eu percebi o quanto eu queria que ele permanecesse ali intocável, com todas as suas manchas e suas rachaduras, que talvez tivessem mil histórias pra contar. Eu amei aquele muro porque se ele não existisse eu veria todos os dias a mesma paisagem, mas quando bato minha cara ainda sonolenta nele eu posso inventar a paisagem que eu quiser. Pode chover e se eu achar melhor eu ponho nela o sol mais lindo do mundo.
Na metade de tudo eu queria parar, no quarto número eu parei de discar e coloquei de novo o telefone no gancho porque ninguém merece ser a parte branca do comprimido azul que eu esqueci de tomar e ficar ouvindo essas coisas que só alguém que não tem ninguém seria capaz de dizer. Tive até vontade de ouvir aquela música que me faz lembrar coisas boas, mas ela não me faria lembrar absolutamente nada e eu ia parar na metade também. Eu tinha tudo e todos que eu queria, mas aquela embalagem com uma tarjinha preta guardava esse tudo e esse todos como se eu precisasse abri-la para encontrá-los. Se soubessem o quanto eu detesto a cor azul poderiam me dar uma pílula cor-de-rosa, pelo menos combinaria com o meu pijama do Mickey. Apesar de tudo, existe um lado bom. Se eu não tivesse esquecido o remedinho cor de céu eu não teria escrito mais um texto sem pé nem cabeça transbordando de tanto coração.

.
(8) - Stop stalling, make a name for yourself.Boy you better put that pen to paper and charm your way out.If you talk you better walk you better back your shit upWith more than good hooks while you're all under the gun - (8)
.
It is a good day! And then?
