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terça-feira, 5 de julho de 2011

I'm so sorry

Eu tenho uma sensação, desde a primeira gafe, desde a primeira vez que te olhei com aquela típica cara de boba, desde a primeira carona, desde o primeiro choro, de que preciso desesperadamente te pedir desculpas. Não sei, eu apenas fico pensando em esbarrar com você no shopping e sair dizendo desculpa, desculpa, desculpa… Tem algo em mim que exige isso. Mas ai está, isso seria outra coisa ridícula da qual eu teria vontade de me desculpar…

Encontrei esse texto da Stella Florence que tem trechos de tudo que eu queria dizer. Tomei a liberdade de fazer uma “colagem” aqui desses trechos. No texto original - Uma Carta de Desamor, a história termina de um jeito diferente, mas aqui eu só quero pedir desculpas mesmo.

“Me desculpe por ter escrito. Me desculpe por ter ligado. Me desculpe por ter dito sim. Me desculpe por querer entender seu silêncio. Me desculpe por eu ter voz.

Me desculpe por desejar. Me desculpe pelo que foi ruim. Me desculpe pelo atrevimento de supor que eu merecia o que de bom aconteceu.

Me desculpe por eu ter escrito coisas lindas para você.

Me desculpe por, em algum momento, eu ter te amado.

Me desculpe pelos seus (meus) erros de português.

Mas, sobretudo, me desculpe por pedir essas ridículas, inúteis e dolorosas desculpas.”

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Reflections of a Skyline

Na minha constante necessidade de emprestar palavras quando as minhas já não cabem no que estou sentindo relembrei quando passava pelo Borboletando e encontrei o Reflections of a Skyline que é um curta dirigido por Michael Tamman & Richard Jakes.
E é mais ou menos assim:

Eu quero brincar de esconde-esconde, te emprestar minhas roupas, dizer que amo os seus sapatos, sentar na escada enquanto você toma banho. E massagear seu pescoço, baijar seu rosto, segurar sua mão e sair pra andar. Não ligar quando você comer minha comida, te encontrar numa lanchonete pra falar sobre o dia, falar sobre o seu dia e rir da sua paranóia. Te dar fitas que você não ouve, ver filmes ótimos, ver filmes horriveis e te contar sobre o programa de TV que assisti na noite anterior. E não rir das suas piadas. Te querer pela manhã, mas deixar você dormir mais um pouco. Te dizer o quanto adoro seu olhos, seus lábios, seu pescoço, seus peitos, sua bunda. Sentar na escada, fumando, até seus viinhos chegarem em casa. Sentar na escada, fumando, até você chegar em casa. Me preocupar quando você esta atrasado e me surpreender quando você chega cedo. E te dar girassóis, e ir a sua festa, e dançar. Me arrepender quando estou errado e ficar feliz quando você me perdoa, olhar sua fotos e querer ter te conhecido desde sempre, ouvir sua voz no meu ouvido, sentir sua pele na minha pele e ficar assustada quando você se irrita. Eu digo que você está linda. Te abraçar quanto você estiver aflita e te apoiar quando você estiver magoada. Te querer quando te cheiro e te irritar quando te toco. E choramingar quando estou ao seu lado, e choramingar quando não estou. Me debruçar no seu peito, te sufocar de noite e sentir frio quando você puxa o cobertor e sentir calor quando você não puxa. Me derreter quando vcê sorri, me desarmar quando você ri, mas não entender como você pode achar que estou rejeitando você quando eu não estou te rejeitando e pensar, como você pode pensar que eu te rejeitaria? E me perguntar quem você é, mas te aceitar do mesmo jeito. E te contar sobre o Tree Angel, O menino da Floresta Encantada que voou todo o oceano, por que ele te amava. Comprar presentes que você não quer e devolvê-los. E te pedir em casamento e você dizer não, de novo, mas continuar pedindo, porque, embora você achar que não era verdade sempre foi sério, desde a primeira vez que pedi.
Ando pela cidade, pensando,é vazio sem você, mas eu quero o que você quiser. E penso, eu estou me perdendo, mas vou contar o pior de mim, e tentar dar o melhor de mim porque você não merece nada menos que isso.
Responder suas perguntas, quando prefiro não responder e dizer a verdade mesmo que eu não queira, e tentar ser honesto porque eu sei que você prefere. E achar que tudo acabou. Espera, só mais dez minutos antes de me tirar da sua vida, e esquecer quem eu sou, e me deixar chegar mais perto de você e, de alguma forma, de alguma forma, de alguma forma compartilhar um pouco do irresistível, imortal, poderoso, incondicional, envolvente, enriquecedor, agregador, atual, infinito amor que eu tenho por você.

"Ando pela cidade, pensando,é vazio sem você, mas eu quero o que você quiser. E penso, eu estou me perdendo, mas vou contar o pior de mim, e tentar dar o melhor de mim porque você não merece nada menos que isso." - Yaa! Perfeito!

Não deixem de ver também o vídeo aqui. É emocionante, verdadeiro e intenso. É, hoje, o que eu precisava pra falar de mim siplesmente porque diz tudo.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Emprestimo


Sabe aqueles dias sem inspiração? Aqueles que ninguém merece. Mas eu mereço por ser tão mal agradecida, mal humorada, e por ter dado tantas bolas foras por esses dias. Tá, deixa pra lá. Esquece, é só besteira minha. É só mania de me torturar, de tentar convencer o mundo de que eu to louca e que nada disso é normal. Não, não tem como. Uma pessoa normal não faria isso, nem aquilo, não se atreveria, não ficaria quieta, não falaria nada. Se eu pudesse me programar seria tão mais fácil. Num momento de sanidade tudo estaria planejado pra que a loucura, de fato existente, não tomasse conta de tudo em mim, só de uma parte, um pedacinho só. E eu já não sei o que fazer pra amar em paz, te olhar em paz, abraçar sem medo nem incertezas. Acima de todas as coisas e de tudo que sofri pelo simples fato de querer sofrer ainda continuo com a mania burra, ou não, de achar que vale a pena. Vale porque vale. Porque nenhum momento ao seu lado é por acaso.
Por fim ganho um fiozinho de uma 'meia inspiração' que empresto dela sem dúvida, "...nenhum momento ao seu lado é por acaso", "O Contrato". Tati Bernardi, ela sim perfeita. Tantas vezes em momentos assim de térreo ou subsolo peguei emprestado um dos textos dela e hoje torno a fazer. Sempre vale a pena ler o que a Tati escreve, ela é alma pura da primeira a ultima palavra. Todo o meu desespero de não conseguir escrever (uma fase que vai passar) acaba assim que abro a minha infinita coleção dessas palavras tão bem encaixadas e desenhadinhas.Hoje me dei o direito de emprestar palavras, talvez por estar totalmente sem elas, talvez porque hoje meu olhar dissesse muito mais coisas."Ela existe", um dos que eu mais gosto. Ela existe? Seria ironia pura se esse ELA não fosse a... Leiam vocês vão descobrir. Se encantem...

Ela existe
Encontrei a danada, mas ela fugiu. Pouco depois a encontrei de novo, mas ela disse que estava atrasada e eu entendi com preguiça de filosofar. Mais tarde ela voltou sem falar nada e se enfiou comigo embaixo das cobertas, quentinha. Só foi embora quando o relógio despertou rasgando o conforto, estava frio. Durante o dia ela voltou em situações bobas como o sorriso do menino mais lindo do mundo, a bolacha de chocolate que eu lembrei que tinha na gaveta e um título engraçadinho que eu fiz e foi aprovado pelo cliente. Ela ia e voltava, ia e voltava: como a vida. Linear são os batimentos cardíacos da morte. A noite ela apareceu na porta do meu banheiro, fez tanta força que entrou mesmo com a porta fechada. Focinhou a porta do box e me mostrou a bolinha de brinquedo me chamando para brincar, ao mesmo tempo entrou pela janela revestida de cheiro de hambúrguer. Veio em dose dupla.As vezes ela desaparece durante tanto tempo que me falta o ar. Dá uma saudade louca, ela deixa um vazio depressivo, um buraco. Ela me deixa mais uma e eu odeio ser mais uma. Não posso negar a dependência que eu tenho dela. Mas eu aprendi, finalmente, eu aprendi que ela não aparece apenas numa grande história de amor, numa viagem com tudo pago para Paris ou numa bufunfa boa lá na minha conta bancária carente. Ela também dá as caras pelo lado simples da vida, ontem apareceu numa tomada. Eu estava numa sala de espera lotada, esperando para abrir as pernas naquela cama da tortura e ouvir da minha ginecologista que sim, vai doer, mas é para o meu bem. E ela apareceu. Eu precisava recarregar meu celular para saber o que o esquisito tinha deixado na minha caixa postal e uma tomada apareceu do meu lado, foi só afastar um pouco as revistas Caras e outras do mesmo gênero (enquanto você espera para saber como vai sua vagina você fica sabendo como vai a vagina das outras). E lá estava o recado dele, esquisito como sempre, mas com aquela voz lacônica e charmosa. A felicidade entrou com o pé na porta e sentou ao meu lado. Eu não estava mais sozinha esperando o especulo. O trânsito todo parado e ela acena no carro ao lado, depois morre de vergonha e toma bronca do pai para sentar direito na cadeirinha. O dia meio cinzento, vai-não-vai e de repente ela surge amarela e esquenta a vida. Ela mora numa gaveta cheia de bobeirinhas lá em casa, que tem nariz de palhaço de festa louca, cartinha de amor antiga, fotos da minha bochecha quando eu tinha cinco anos e lembranças de carinho em flores secas. Ela toma banho comigo quando a água leva embora coisa ruim e renova a alma e dorme ao meu lado quando eu descanso depois do almoço de domingo com o meu pai que eu não vejo a semana toda. Ela é virtual na comunidade que criaram para mim no Orkut, chama-se Tati Bernardi, e ela é fantasma quando eu lembro do meu avô dizendo que eu era a mulher mais linda do mundo. A mulher mais linda do mundo pequeno do meu avô. A felicidade mora num mundo pequeno seu e não naquele grande que faz você se perder demais. A felicidade é simples, e quando você descobre isso ela deixa de ser uma espera e passa a ser um minuto, um segundo. E é de minutos e segundos que se faz a vida. E aí você perde menos tempo esperando e mais tempo vivendo. Entre o piegas e o chavão, é assim que ando por aí vivendo a vida intensamente sem esperar momentos intensos. Você já tentou? Já tentou não imaginar a sua felicidade na outra festa que você estaria se não estivesse nessa e encontrar a sua felicidade onde você está? Tente, pode ser numa música boba, pode ser num amigo que você não via há muito tempo. Pode ser morrendo de rir de uma noite mico, por que não? Eu sempre esperei viver uma história de cinema, ouvir cantadas de filme francês, ganhar salário de estrela, ter amigos de
sitcom, corpo de capa de revista e enterro de celebridade. Ai eu lembrei que os filmes de que eu mais gosto são aqueles despretenciosos que contam a história de uma pessoa idiota como eu.

Concordo com tudo, do início ao fim ^^ "...que contam a história de uma pessoa idiota como eu." Idiota como EU! \o/

,BeijOsSempRe'